O Theatro Constitucional Fluminense fechou suas portas em outubro de 1838, para ser reformado e pintado de novo, reabrindo em 7 de setembro do ano seguinte, com o nome Theatro de São Pedro de Alcântara.
 
Na reforma, “Manoel Maria Bregaro e Joaquim Valério Tavares mandaram construir o segundo andar, que orna atualmente (1904) a frente do edifício, assim como o frontão, que há sobre o corpo central” (27). “... o teto do Theatro de São Pedro foi pintado pelo artista Olivier e o pano pelo distinto artista nacional o Sr. Manoel de Araújo Porto Alegre. Representava o pano a barra do Rio de Janeiro de um lado, e do outro a ignorância e a rotina afugentadas pelo anjo das belas-artes” (27).
 
Na madrugada de 09 de agosto de 1851 (na véspera havia sido representado o drama “O Cativeiro de Fez”, a favor do ator João Antônio da Costa), o teatro incendiou-se pela segunda vez.
 
Henrique Marinho fez um relato pormenorizado do sinistro: “às 3 e meia da manhã a sentinela do tesouro viu fogo no teatro de São Pedro e imediatamente deu rebate. O incêndio começou a lavrar com violência. Quando a igreja de Santa Ana deu o sinal, que sucessivamente foi repetido por todas as igrejas, já as labaredas do abrado (o que significa?) teatro iluminavam a cidade. O clarão era tão intenso que poucos deixaram de assustar-se supondo o incêndio a poucos passos de si. Era um clarão sinistro. Apesar da chuva que começara a cair desde as 4 horas, toda a cidade ergueu-se e a Praça da Constituição e as ruas adjacentes ao malfadado edifício ficaram cheias de povo.
 
Quando chegaram os primeiros socorros, as autoridades, já o fogo havia lavrado com imenso furor, e quando ia-se-lhe dar o primeiro ataque desabou o teto do edifício com horrível estampido, arremessando as telhas a grande distância.
 
Nada mais era possível fazer-se. Tratou-se de circunscrever o incêndio a seu foco, e o teatro reduziu-se a cinzas, ficando em pé as quatro paredes enfumaçadas.
 
Ardeu o arquivo das companhias líricas e dramáticas, avaliado em mais de 12:000$; vestimentas, cenário, instrumentos de música, tudo o fogo devorou. Salvaram-se somente os livros do escritório, uma mesa com algum dinheiro e os móveis da sala de entrada do camarote particular do imperador.”
 
O ator João Caetano resolveu reconstruir o teatro, estabelecendo acionistas de camarotes e cadeiras por 400 récitas a fim de obter fundos para as obras.
 
Depois de grandes despesas de trabalhos, reabriu o Theatro de São Pedro de Alcântara em 18 de agosto de 1852.