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Teatro São Pedro
Estilo Neoclássico
(1850 - 1858) - Porto Alegre, RS


história do Tetro São Pedro, inaugurado em 27 de junho de 1858, começou muito antes, em 1833, quando a pequena Casa da Ópera, de portas quase fechadas, parecia pedir um espaço maior para a arte e a cutura da Província de São Pedro.
O espaço maior, doado à população pelo presidente da Província, era "um terreno na Praça Principal, com cem palmos de frente a Leste na direção da Rua do Ouvidor, e duzentos de fundo, ou os que contiver até o paredão, e pelo norte com a Rua do Cotovêlo, denominada da Ponte, e pelo sul com a sobredita Praça".
Ainda que as obras começassem imediatamente, foram interrompidas nos alicerces pela Revolução Farroupilha, e retomadas logo depois da pacificação do Rio Grande, pelo Conde de Caxias: "Esta cidade necessita de um theatro público, pois o único que existe é mui pequeno e tão mal construído que não pode durar muito".
O teatrinho D. Pedro II, na Rua de Bragança, durou até o aparecimento do concorrente grandioso, para cuja construção foi autorizado pela Assembléia um empréstimo de 16 contos de réis.
No entando, temendo futuras responsabilidades, a sociedade encarregada de cuidar da obra desistiu da empreitada, oferecendo ao governo, por cinco contos de réis, os antigos alicerces, anteriores à Revolução Farroupilha. O governo tenta unir a iniciativa privada aos recursos públicos, em vão. A obra não passa dos alicerces e, em 1854, houve quem sugerisse a construção de um teatro provisório em outro local, com outro nome.
Contrariando a Câmara dos Vereadores, o Governo da Província decide que nenhum novo teatro - sobretudo provisório - será construído.
Retomando as antigas obras na Rua do Cotovêlo, o novo presidente, Barão de Muritiba, concede para sua conclusão "seis loterias de cem contos de réis cada uma". O Teatro São Pedro começa a ser construído em frente à Praça Principal, no alto de uma ladeira, à direita. À esquerda, surgiria, idealizado pelo mesmo arquiteto, Phillip von Normann, o Palácio da Justiça.
Os dois prédios formariam, até hoje, um belo conjunto, se o Palácio da Justiça não tivesse sido destruído.
Enquanto durou a construção do Teatro São Pedro, Phillip von Normann foi duramente criticado pela imprensa, sobretudo pelo jornalista José Cândido Gomes, de "O Mercantil". Repetidamente ele afirmava que "o audacioso pedreiro" errara concebendo a obra "de fora para dentro, e não de dentro para fora", e insistia no erro esbanjando espaços internos e externos discutíveis, e sacrificando necessidades indispensáveis como o palco, "dentro de cujas dimensões angustiosas nem uma simples troupe de feira poderia atuar satisfatoriamente."
Quem inaugura o espaço maior sonhado por tantos é o presidente Ângelo Moniz da Silva Ferraz, que assiste Teatro repleto às "Recordações da Mocidade", com a Companhia Ginásio Dramático Rio-Grandense, e "...a cidadezinha, cuja população ainda não atingira a casa dos vinte mil, não poderia exigir obra melhor nem mais imponente, e não exigiu mesmo. Mostrou-se muito contente e enfarfelou-se com o que de mais rico havia em suas áreas para receber o bonito presente".
Em 1958, no centenário do Teatro, a cidadezinha transformada em Porto Alegre, com meio milhão de habitantes, viveu uma temporada festiva, com participação de sua Orquestra Sinfônica e apresentação de várias óperas por grupos argentinos.
Desativado em 1972, o Teatro São Pedro passou, a partir de 1975, por uma verdadeira reconstrução, sob direção de Eva Sopher e orientação de Carlos Antonio Mancuso e Antonio Carlos Castro.
Atravessando vários governos, como na época da construção, a restauração do Teatro São Pedro, séria, paciente, meticulosa, devolveu à capital gaúcha um dos seus mais justos motivos de orgulho.
A data, 25 de junho de 1984, assinalando 126 anos de existência da casa, reuniu a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, os maestros Eleazar de Carvalho e Radamés Gnattali e o grupo de artistas gaúchos Cem Modos - Teatro de Bonecos. Que a nova cortina de veludo com franja - restaurada - de fios franceses não mais se feche aos sonhos e esforços da população de Porto Alegre.





















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