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Teatro Municipal de Pirenópolis
Estilo Luso-Brasileiro
(1889 - 1901) Pirenópolis, GO


história do Teatro de Pirenópolis começa com dois cidadãos chamados Sebastião. O primeiro, Sebastião José de Siqueira, era dono de um terreno. O segundo, Sebastião Pompeu de Pina, queria construir um teatro. Pediu - e recebeu - ajuda dos conterrâneos, que colaboraram oferecendo donativos - alimentos, roupas, galinhas, bezerros - leiloados em praça pública.
De leilão em leilão, o Teatro levou doze anos - de 1889 a 1901 - para ser construído.
Ao ser inaugurado, os espectadores, superlotando o salão, assitiram à encenação por atores pirenopolinos, da peça "O Judeu", de Antônio Manuel.
A este sucesso, seguiram-se, logo no início do século, a apresentação de mais de quarenta peças, marcando a fase áurea do Teatro.
Em 1916, a Intendência Municipal, que também havia contribuído com donativos para os leilões, julgou-se no direito de anexar o Teatro ao patrimônio municipal, movendo uma ação judicial contra seu proprietário.
Se a justiça não tivesse reconhecido os direitos de Sebastião Pompeu de Pina, seu idealizador e construtor, o Teatro de Pirenópolis teria, cedo ainda, se transformado num patrimônio público.
Durante várias décadas, o Teatro desempenhou, para a população de Pirenópolis, o papel de uma segunda casa. Assim, quando se dispunham a assistir a um espetáculo, as famílias, além do ingresso, levavam café, doces, biscoitos, água, vinho, chá. Nos intervalos, cada família em seu camarote, saboreava o lanche calmamente, já que a montagem dos cenários, sempre demorada, era realizada naquele mesmo instante, com previsíveis imprevistos.
As peças costumavam levar tanto tempo, que as famílias, além de ingressos e lanches, também levavam colchões para os filhos menores. Não foram poucas as vezes em que um camarote superior promovia uma "urinada" sobre o inferior.
Fazem parte da história do Teatro de Pirenópolis algumas comédias - "Trinta Botões" , "Juiz de Paz da Roça" - e alguns dramalhões, semelhantes a operetas,em português arcaico: "Demofontes" , "Aspasia" , "Ezio em Roma" , "Artaxerxes" , "Graça de Deus" e "Alecrim e Mangerona". A partir de 1945, o Teatro de Pirenópolis passou a funcionar como cinema, depois como serraria, fábrica de móveis e casa comercial.
Os camarotes foram transformados em residências dos comerciantes e o salão em depósito de mercadorias. O local chegou a ser ocupado por um bar; uma garagem e um armarinho, os quais, apesar de mascararem sua função, garantiram, de certo modo, a estabilidade e a conservação do Teatro.
Em 1979, atenta à sua importância para a comunidade local, a Fundação Cultural do Estado de Goiás comprou o prédio, até então em mãos de particulares. Em janeiro daquele ano, a Sociedade Grupo Meia Ponte de Pesquisa e Avaliação Sócio-Cultural havia proposta a compra e restauração do imóvel, possibilitando a criação de um espaço para os grupos teatrais de Pirenópolis.
A reabertura do Teatro, de imensa importância, reativa um dos mais antigos espaços culturais da cidade que, durante o ciclo do ouro em Goiás, ocupou lugar de destaque nas atividades artísticas de todo país.


















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