Teatros de
partido luso-brasileiro, originalmente denominados "casas da ópera", cuja disposição interna remonta aos teatros
barrocos italianos. Pequenos e com várias ordens de camarotes, refletem o espírito de uma sociedade rigidamente hierarquizada, que até no teatro impõe a separação de classes. Os espectadores de origem social mais alta ocupam os melhores lugares. As mulheres, quase sempre ausentes, confinam-se nos camarotes, enquanto a platéia, sem nenhum conforto, é reservada apenas para os homens. Os atores são de baixa camada social, negros ou pardos, e as atrizes sobem ao palco tão-somente nos últimos anos do século XVIII. Não há, nesses teatros pequeninos, grandes preocupações com visibilidade e acústica. A orquestra está disposta no mesmo nível da platéia, e músicos com seus instrumentos maiores interceptam a visão dos espectadores acomodados no plano térreo. Seu aspecto externo nada tem de especial. Não passam de construções comuns, geminadas de ambos os lados, sem nenhum relevo na paisagem urbana.