Características físicas: O Teatro Gil Vicente fazia parte do Pavilhão Portugal, montado pelo governo português para as comemorações do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, e que trouxe ao Brasil uma exposição, “Portugal de Hoje”, visando a apresentar a imagem da nação portuguesa.
 
O pavilhão, que ocupou uma área de cerca de cinco mil metros quadrados, possuía dois pisos e, dentro do vasto recinto da Exposição, havia uma capela, o teatro e um amplo restaurante.
 
Projeto do arquiteto português Frederico George , foi trazido pré-fabricado de Portugal, sendo sua estrutura metálica e desmontável. O pavilhão custou “cerca de dois milhões de cruzeiros ao governo português, o que representa um esforço ingente”. (8) (veja também o CPD-Centro Português de Design)
 
À entrada do pavilhão foi colocada uma placa com um poema de Fernando Pessoa: “Há na lareira uma brasa/ que está por arder por ti. / Entra, pois, quando te apraza/ que, para Amigos da Casa,/ abrem-se as portas por si”. (2)
 
Do teatro, propriamente, sabe-se que comportava cerca de duzentos espectadores e que, conforme entrevista concedida pelo arquiteto Frederico George, “... contará ainda o pavilhão com um auditório onde serão exibidos filmes modernos de grande nível internacional, teatro e música de câmara de autores portugueses contemporâneos...” (6)
 
A exposição foi encerrada em março de 1966. Em novembro do ano seguinte, a Embaixada de Portugal cedeu o Teatro Gil Vicente à UPEB – União Portuguesa dos Estudantes no Brasil para a realização de uma série de atividades de caráter recreativo-cultural.
 
Vinculação:  de propriedade do governo de Portugal, o antigo pavilhão abriga há vários anos a Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (em 1978). Em 1967 o teatro foi cedido pela Embaixada de Portugal à UPEB – União Portuguesa dos Estudantes no Brasil. Desde 1978 passou à administração do Serviço Nacional do Teatro – SNT. (1)
 
Espetáculo de inauguração: a inauguração solene da Exposição Portugal de Hoje, em 11 de setembro de 1965, contou com a presença do Presidente Castelo Branco, do Governador Carlos Lacerda, do Embaixador de Portugal Bataglia Ramos e do Ministro de Estado Adjunto da Presidência do Conselho Português, Sr. Antonio da Mota Veiga. (2)
A primeira informação obtida a respeito do auditório foi a da inauguração, no dia 17 de setembro, de uma conferência proferida pelo Sr. Carlos Maia Gomes, cujo tema “O verdadeiro retrato de Bocage”, como parte das comemorações do IV Centenário de Gil Vicente e do II Centenário de Bocage.
 
O teatro foi reaberto no dia 04 de novembro de 1967, estreando com a peça “Antígona”, inspirada em diversos poetas da Grécia antiga, principalmente na “Antígona” de Sófocles... sendo esta forma inédita no Brasil, esta versão de Julio Dantas”. (4) O espetáculo foi apresentado por artistas amadores, estudantes pertencentes ao quadro social da UPEB, sob a direção do ator português Sousa Bento.
 
Em 1978 o Teatro Gil Vicente, sob a administração do SNT, tinha sua reabertura prevista para o mês de agosto, destinando-se à área de dança. (1)