O nome Lyrico Fluminense substituiu o Theatro Provisório a partir de 19 de maio de 1854 por não mais se justificar seu nome primitivo pelo funcionamento da casa em caráter permanente.

Nesse teatro representaram eminentes artistas: cantores líricos - Rosina Stolz, Augusta Candiani, Henrique Tamberlick, Juliana Dejean, Emy la Grua, Rosina Laborde, Ana Lagrange; artistas dramáticos - João Caetano, Adelaide Ristori, Ernesto Rossi; pianistas - Emilio Wrolleski, Gottschalk, Sigismundo Thalberg; concertistas - Carlotta Patti, Theodoro Ritter e Pablo Sarazate e muitos outros.

Gorthchalk regeu um concerto memorável, de mais de trinta pianos, acompanhados por uma orquestra de cerca de quatrocentos músicos. O final dessa festa foi assinalado, às últimas notas do hino nacional, por uma salva de peça de artilharia.

Conforme comenta Moreira de Azevedo, "não foram só as companhias italianas que conquistaram glórias no Provisório, cantaram-se naquele tablado solene as primeiras óperas de Carlos Gomes e Henrique Alves de Mesquita."

Por isso, no dizer de Mello Moraes Filho, foi aquele teatro o "berço esplêndido da Ópera Nacional." 

As características físicas e o seu interior podem ser conhecidas consultando o Theatro Provisório.

Causas de desaparecimento: o declínio do teatro Lyrico Fluminense começou com a inauguração do Teatro D. Pedro II. Em 30 de abril de 1875, com o drama "O Guarani", extraído por V. Coaraci do romance de José de Alencar, fecha-se definitivamente o teatro. Por estar o edifício ameaçando ruir, e em virtude do ajardinamento do Campo da Aclamação, foi demolido.

Vinculação:

O teatro era de propriedade da Câmara Municipal. Em 1856 tem-se conhecimento de uma "Sociedade Emprezaria" que, de acordo com o plano e estatutos da empresa sancionados pelo governo, em 26 de outubro de 1853, fez nova venda de ações em benefício do teatro, já então, com o nome Lyrico Fluminense.

A "Agência Theatral" do Lyrico funcionava à Rua do Cano, 245-A. Tem-se a informação do nome de alguns empresários que dirigiram o teatro: o ator João Caetano em 1853 (Lafayette Silva); segundo o Almanak Laemmert, o Dr. Antônio José de Araújo (1864); Dr. Pedro Velloso Rabello (1866); o artista Amoedo (1868).