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O presente trabalho é o resultado da pesquisa desenvolvida pelo Centro de Pesquisa e Informação de Assuntos Educacionais – CEDAU, da Fundação MUDES, objeto do Contrato no.98/81, celebrado com o SNT – Serviço Nacional de Teatro (hoje INACEN) e a Fundação Rio (hoje IMAC) visando ao “levantamento dos prédios existentes e os não mais existentes que foram e/ou são utilizados como Casas de Espetáculos na área do Corredor Cultural, a fim de possibilitar a reconstituição da História na vida cênica do Município do Rio de Janeiro – a partir do início do século XIX” (Cláusula primeira do contrato acima mencionado). Ao apresentá-lo, queríamos esclarecer que, não obstante as limitações impostas pelo contrato acima citado, o volume de informações adicionais levantadas fez com que extrapolássemos o objetivo inicial, incluindo neste Guia, além das características físicas, a vinculação, datas, espetáculos de inauguração e re-inaugurações. Incluímos também os arredores do Corredor Cultural por sentirmos a importância de algumas casas de espetáculos que não se encontravam dentro daquela área. Quando das várias opções nos surgiram como apresentação do resultado da pesquisa, décimos que este “GUIA DAS CASAS DE ESPETÁCULOS DO CORREDOR CULTURAL E ARREDORES” que, por sua estruturação prática, permite ao usuário um acesso rápido à informação desejada. Desta forma o documento ora oferecido é esquematizado de modo a fornecer dados básicos, que certamente constituem uma valiosa fonte de consulta tanto para estudiosos como pesquisadores que queiram desenvolver um trabalho sobre História do Teatro, numa dimensão maior. Finalizando, gostaríamos de dizer que a partir das pesquisas realizadas, focalizando os principais dados (localização, datas de inauguração e desaparecimento, características físicas, espetáculos de inauguração e vinculação), evidenciou-se a necessidade e importância de um projeto de pesquisa mais abrangente, dada a carência de estudos aprofundados sobre o assunto e, por outro lado, as divergências e contradições encontradas nas fontes consultadas. Um trabalho cujos resultados certamente extrapolará o âmbito do município do Rio de Janeiro, fornecendo subsídios que possibilitem a elaboração de um quadro da vida sócio-política do país, através da História do Teatro no Rio. Rio de Janeiro, 1982. Organização e utilização O presente Guia é o resultado da pesquisa efetuada durante oito meses, cuja metodologia foi definida pela equipe técnica do CEDAU. Obedecendo às exigências metodológicas inerentes ao trabalho foram efetuados: a) elaboração de instrumentos para pesquisa; b) levantamento sistemático de toda a documentação bibliográfica e arquivística que pudesse representar fonte de interesse; c) clevantamento sistemático de toda a documentação específica, relativa às casas de espetáculos no Rio de Janeiro, dentro da área geográfica do Corredor Cultural e arredores; d) carga de leitura de todo o material levantado; e) análise da documentação levantada; f) confrontação dos dados obtidos nas diversas fontes dessa documentação; g) lançamento no instrumental 1, “Casas de Espetáculos não existentes”, dos dados analisados; h) preenchimento do instrumental 2, “Casas de Espetáculos existentes”, com os dados levantados através de: visitas aos teatros, depoimentos dos gerentes e/ou encarregados desses teatros, consultas às fichas técnicas e alvarás, entrevistas; i) elaboração de pastas-dossiês, para cada um dos teatros levantados, como toda a documentação pesquisada e instrumentais preenchidos; j) elaboração de mapas localizando cada uma das casas de espetáculos; k) elaboração do plano da obra: “Guia das Casas de Espetáculos”; l) estruturação e redação do texto. O “Guia das Casas de Espetáculos do Corredor Cultural e Arredores”, para sua utilização, conta principalmente com um Índice Alfabético e Remissivo das Casas de Espetáculos. A ordem de apresentação dos teatros obedeceu a um critério cronológico, estabelecido pela data de sua inauguração, arrolando tanto as casas não existentes como as ainda existentes, partindo-se dos mais antigos para os mais recentes. O nome de entrada consagrado no Índice, para cada casa de espetáculo, foi a primeira denominação a ela atribuída. As demais denominações que essa casa possa ter tido aparecerão em sua ordem alfabética correspondente, fazendo remissiva para o nome original. Ex.: LUCINDA, THEATRO ......................... pág. 110 NOVIDADES, THEATRO, ver LUCINDA, THEATRO Introduzindo cada casa de espetáculo, aparece um mapa com sua localização atual. Mesmo para os teatros desaparecidos, procurou-se situá-los nos locais onde estariam presentemente. Para a execução desses mapas, utilizou-se a planta cadastral da cidade, I e II Regiões Administrativas, fornecida pela Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura do Rio de Janeiro, cujo levantamento aerofotogramétrico foi feito em setembro de 1975. Houve, porém, o total desaparecimento de certas ruas ou logradouros públicos, onde existiram antigas casas de espetáculos. Foi o que ocorreu, por exemplo, com o Theatro Polytheama, localizado à Rua Visconde de Itaúna, desaparecida e incorporada à Avenida Presidente Vargas. Nesses raros casos, recorreu-se a plantas cadastrais mais antigas, do início do século, o que ocasionou uma disparidade na escala dos mapas apresentados. Um outro “Índice Remissivo dos Logradouros do Corredor Cultural e Arredores referentes às Casas de Espetáculos” foi elaborado relacionando as avenidas, ruas, travessas, becos, largos e praças das regiões abrangidas e, quando necessário, registrando a mudança de nomes ocorrida, remetendo as denominações em desuso, para as atuais. Ex.: VALA, Rua da, ver Uruguaiana, Rua No caso de entrada pelo nome vigente, faz-se referência à denominação anterior que, então, aparece entre parênteses. Ex.: URUGUAIANA, Rua (Vala, Rua da) Convém observar que, na transcrição dos textos incluídos neste Guia, foi adotada a ortografia vigente, só sendo respeitada a grafia da época para os nomes próprios. Agradecimentos Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro Arquivo do Corpo de Bombeiros Arquivo da Polícia Militar ABI (Associação Brasileira de Imprensa) Biblioteca Nacional Biblioteca do Ministério da Fazenda Casa dos Artistas FUNDREN (Fundação para o Desenvolvimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro) Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro Museu da Imagem e do Som Museu do Teatro Museu Histórico Nacional Secretaria das Finanças do Município Secretaria de Obras do Município SEPLAN (Secretaria de Planejamento) SPHAN (Subsecretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) Serviço de Documentação do INACEN Sindicato dos Artistas SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais) Superintendência de Museus da FUNARJ
Cabe-nos registrar também a cooperação do responsáveis pela Casas de Espetáculos existentes que gentilmente se prontificaram a fornecer dados necessários à pesquisa. Equipe técnica responsável pela pesquisa - Amélia Maria Navarro Moro - Carlos Augusto da Rocha Freire - Fernanda Pires Gurjan - José Carlos Rebello - Judith de Oliveira Freitas - Maria Augusta Machado da Silva - Martinho Cardoso de Machado - Norma de Toledo Equipe de apoio - Max Alan Souza Lopes - Rozem Temer - Ana Maria Schwarz - Hilda Regina Tavolucci - Mônica Cunha - Mônica Menkes
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